A morte do jornalismo impresso está sendo anunciada não é de hoje. Cada vez que um jornal fecha as suas portas, é muito triste. Desta vez, é o Jornal do Commercio do Rio de Janeiro, que circulará pela última vez amanhã, sexta (29). Fundado há 189 anos, o diário era um dos mais antigos veículos em circulação da América Latina, com a primeira edição em 1º de outubro de 1827. Com ele fecha também o Diário Mercantil, da mesma empresa.
Em crise há vários meses, com dificuldades financeiras, o jornal vinha atrasando pagamentos aos seus funcionários desde o final do ano passado.
O JC foi criado pelo francês Pierre Plancher, que em seu país trabalhava com artes gráficas. De lá trouxe modernos equipamentos e alguns operários especializados.
O veterano jornal integrava os Diários e Emissoras Associados, organização fundada pelo jornalista Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, que construiu a mais importante rede de jornais, rádios e televisões da América Latina. Com a morte de Chateaubriand, em 1968, assume a presidência dos Associados, o jornalista Austregésilo de Athayde, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, e um dos redatores da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Desde a sua fundação, o foco do Jornal do Commercio foi a economia.
