Apontados como responsáveis por muitos quebra-quebras nas manifestações por todo o País, em meio a protestos, eles são os infiltrados com rosto coberto, máscara, um pano preto enrolado na face, só os olhos são vistos. Vestidos de preto, munidos de pedras, estilingues, pedaços de madeira, latas de spray e coquetéis molotovs. Picham bancos, postes e muros, destroem agências bancárias, prédios públicos e privados, residências e saqueiam estabelecimentos.
Mas, afinal, quem são eles? Por que a polícia não os prende? O que há por trás disso? Fala-se que esses mascarados com roupas e máscaras de mergulho são seguidores da ideologia anarquista do Black Bloc (Bloco Negro). Surgiu na década de 80 e se espalhou por manifestações ao redor do mundo ao defender táticas violentas para protestar, se autodenomina anarquista e prega a desobediência civil nas redes sociais. As máscaras são para dificultar a identificação. Os símbolos parecem se inspirar em grupos antiglobalização presentes na Europa há trinta anos.
A existência desse grupo chamou atenção da mídia pela primeira vez em 1999, quando protestos contra uma Conferência da Organização Mundial do Comércio (OMC) destruiu fachadas de diversas lojas em Seatlle, nos Estados Unidos.
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