Era uma vez, uma mulher de nome Anne Jarvis, filha de pastores. Anne perdeu sua mãe e a tristeza foi tanta que ela entrou em depressão. As amigas, preocupadas com tamanho sofrimento, tiveram a ideia de perpetuar a memória de sua mãe com uma festa. Foi então que ela quis que a festa fosse estendida a todas as mães vivas ou não, com um dia especial em que todos se lembrassem de homenagear sua mãe. Um dia, o sonho se transformou em feriado e acabou dando lugar ao consumismo com enormes lucros para o comércio. Anne Jarvis ficou muito triste com isso e fez de tudo para acabar com o seu sonho, mas não conseguiu e o dia em homenagem às mães permanece até hoje.
MÃE
De Emília Al-Concei Pires
Pensando bem, todos os dias são das mães
Mãe é para sempre, mãe é eterna
Mas, o dia criado por Anne Jarves para elas
Se tornou um dia bipolar, alegre-triste
É assim que me sinto hoje, assim-assim...
Sou uma senhora-órfã, meio bipolar
Estou alegre por ser mãe duas vezes
E como milhares de mães
Sendo homenageadas pelos filhos
Recebendo muitos beijos e abraços...
Mas, minha mãe está em outra dimensão
Às vezes, sinto-me distante, e a tristeza vem
Invade minha alma, mas a saudade não me permite sucumbir
Seja bem-vinda, SAUDADE! Ainda bem que você existe
Você mandou para o infinito aquela tristeza imensurável
Você, saudade, é real, uma grande companheira
Pois se não fosse você não sei o que seria de mim
Você mostra como num filme inúmeras lembranças...
Caminho pela cidade e meus pensamentos viajam
Sinto-te bem perto, guiando meus passos
Meu coração saudoso se recompõe...
Em meu quarto, sempre me visitas
Te vejo com aquele sorriso inconfundível
Emoldurando teu corpo esguio
Caminhando em minha direção
Vencida pelo sono, continuas comigo
Fazendo parte de meus sonhos
Batendo altos papos, no velho sofá da sala-de-estar...
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