Há mais de três anos ele transitava pela Câmara. Por várias vezes foi colocado em votação. Muitos debates, controvérsias, não se chegava a uma consenso. Interessava ao governo um marco regulatório, que impusesse limites aos internautas. Com isso, projetos de maior importância para o povo, ficaram atravancados desde outubro de 2013. Enfim, seis meses em que tudo girou em torno do Marco Civil. Teria que ser aprovado antes da Copa do Mundo, para calar a voz do povo nas redes sociais, a fim de não haver convocações para manifestações.
O corre-corre foi tanto que, o governo teve que ceder a pressão do PMDB, para aprová-lo, obviamente, através de conchavos.
Aprovado pela Câmara, seguiu para o Senado, e foi aprovado ontem (22) às pressas, em caráter de urgência. Faltava ser sancionado pela presidente Dilma Rouseff, e foi hoje mesmo (23), não poderia passar de hoje, Dilma tinha pressa pois queria sancioná-lo em pleno evento internacional da Net Mundial que está sendo realizado em São Paulo. O objetivo do evento, que conta com a presença de representantes de mais de noventa países, é criar uma "carta de princípios" sobre a governança da Internet _ um conjunto de acordos e tratados, que permitam uma padronização da Web em todo o mundo.
A abertura foi feita por ela que apresentou o projeto do Marco Civil e o sancionou. Agora, só falta ser publicado no Diário Oficial da União para virar lei.
O Marco Civil da Internet é uma espécie de constituição com direitos e deveres dos internautas e empresas ligadas a Web.
Segundo Dilma, pensou-se em criar o Marco Civil da Internet após denúncias de espionagem americana em diversos países, inclusive,o Brasil, o que não é verdade, pois a ideia de controlar a rede vem desde 1999.
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