Não é nenhuma novidade para os cariocas que transitam pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro,o inferno que há anos se vive nesta cidade dominada por assaltantes em sua maioria "dimenores", circulando o dia inteiro, atravessando ruas, correndo, assaltando, principalmente na rua Presidente Vargas, no entorno da Central do Brasil. Milhares de trabalhadores de todo o estado que viajam em ônibus, trens e metrô têm que passar por ali,ficando expostos sem nenhuma segurança, reféns dos "dimenores".
Esses "dimenores" são os donos da área, eles mandam no "pedaço".Têm o direito de ir e vir e fazem o que querem, nada lhes acontece, pois existe a impunidade, são "dimenores". Conhecem muito bem o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), com seus muitos direitos e pouquíssimos deveres. Podem cometer os crimes que quiserem, que no final será tudo deletado quando completarem a maioridade penal, aos 18 anos.
Esta semana (quarta, 09), algo de estranho aconteceu. O RJTV, programa jornalístico da Rede Globo, acostumado a mostrar flagrantes de ladrões roubando transeuntes no Centro, resolveu entrevistar uma mulher sobre os assaltos naquela região.
O repórter perguntou: "E esse colarzinho?" Ela respondeu: "É um chamarisco para bandido, né? O jornalista continua: "Está com medo não? Por que a senhora sabe que está região está braba, né?" E a mulher: "O pior que é né, mas eu nem..." A partir daí, surge um "dimenor" que, pouco se importou para as câmaras da Globo, puxou o cordão de ouro do pescoço da entrevistada, chegando a quebrá-lo, mas não o levou. O repórter saiu correndo atrás, mas não conseguiu alcançá-lo e, obviamente, desistiu.
Essas imagens fizeram parte da programação jornalística da emissora, com repercussão em todo o País e no exterior.
Coincidência? Tudo de incrível, fantástico e extraordinário acontece na Globo. Mas que parece reportagem produzida, parece. Enfim...
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