Os tempos são outros, comparações são ridículas. Hoje, temos muito mais recursos do que há duzentos anos. A tecnologia muda. Ninguém assume nada. O negócio é fazer e não culpar antecessores. Culpar terceiros por estragos é cômodo. É querer se livrar de responsabilidades. É incompetência!
Todos sabemos que enchentes são provocadas por desastres naturais, cujos estragos podem ser amenizados. Do Rio Antigo aos dias atuais, principalmente no verão, são mais de duzentos anos de enchentes, deslizamentos, prejuízos material e financeiro às famílias que perdem tudo e, em certas situações, até a vida.
Entra governo, sai governo, entra prefeito, sai prefeito, arrecadação de impostos (e são muitos), verba federal e muitos outros meios de encher os cofres públicos, mas nunca se pensa em resolver o problema das enchentes. Quando pensam, dizem que não se tem dinheiro para o inevitável. Impressionante! Mais de dois séculos de descaso. É demais!
Depois da tragédia é que começam a tomar atitudes, começam a pensar em soluções. Vão tentar dar um um "jeitinho". Falam que vão dar fim às enchentes. Dinheiro sempre há. O governo federal já colocou a verba a disposição. Nada menos do que R$ 292 milhões, para a construção de canais e reservatórios subterrâneos, para dar vazão as duas torrentes mais problemáticas do Centro, os rios Maracanã e Joana. Segundo os técnicos, eles servirão para aumentar a capacidade de escoamento de águas pluviais. Com isso, segundo ainda os técnicos, o problema com as enchentes ficarão no passado, ou seja no Rio Antigo. Que Deus os ouça! Querer é poder. É só executar! Afinal, faltam seis meses para a Copa, E não vai ser nada agradável, em plena Copa do Mundo, o Rio de Janeiro passar novamente por isso e as cenas de alagamentos percorrem o mundo.
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