sábado, 19 de outubro de 2013

NUNCA É DEMAIS FALAR SOBRE VINÍCIUS

Diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta, compositor e violonista brasileiro, Vinícius de Moraes completaria 100 anos, hoje, 19/10.
Poeta essencialmente lírico, o que o levou a ser chamado carinhosamente de "Poetinha", Vinícius era um boêmio inveterado, apreciava um bom uísque, fumava muito e era conhecido como um grande conquistador. Só esposas teve nove: Beatriz Azevedo de Melo, Regina Pederneira, Lila Bôscoli, Maria Lúcia Proença, Nelita de Abreu, Cristina Gurjão, Gesse Gessy, Marta Rodrigues Santamaria e Gilda de Queirós Mattoso. Era um apaixonado e apaixonante. Para cada um de seus amores inspirou famosos sonetos ou canções.
Começou a produzir suas obras no final da década de 1920, quando fez parcerias com os irmãos Tapajós.Na década de l930, estabeleceu amizades com os poetas Manuel Bandeira, Mario de Andrade e Oswald de Andrade. Na década de 1940, suas obras foram marcadas por versos em linguagem mais simples, sensual e excitante, por vezes carregados de temas sociais.
Atuou no campo diplomático em Paris e Roma mas, no final de 1968, foi afastado da carreira e, automaticamente, aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional nº 5.
O poeta foi pego de surpresa. Ele estava em Portugal apresentando uma série de espetáculos, alguns com Chico Buarque de Holanda e Nara Leão, quando o regime militar emitiu o AI-5. O motivo para o afastamento do Ministério das Relações Exteriores foi o seu "comportamento boêmio" que o impedia de cumprir com as suas funções.
O ano de 1968 marcaria o início de um dos momentos mais importantes da Música Popular Brasileira, a Bossa Nova. A pedra fundamental do movimento foi o álbum "Canção do Amor Demais", gravado pela cantora Elizeth Cardoso
Parceiro de nomes como Tom Jobim, Toquinho, Chico Buarque de Holanda, Baden Powell, João Gilberto e Carlos Lyra, o "Poetinha" é autor de mais de 60 composições, dentre elas, "Garota de Ipanema", "A Arca de Noé" e "Tarde em Itapoã"; também lançou álbuns e livros. Escreveu a peça "Orfeu da Conceição" e, posteriormente, a adaptou para o cinema, ganhando o "Palma de Ouro", no Festival de Cannes, como melhor filme estrangeiro.
Vinícius de Moraes nos deixou em 10 de julho de 1980. Antes de morrer acertava detalhes com Toquinho sobre as canções do álbum "A Arca de Noé"
Em 1998, foi anistiado (post-mortem) pela Justiça.

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