sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O DESTINO CRUEL DOS BEAGLES

Vimos na internet (redes sociais), rádios e TVs e nos jornais o resgate de aproximadamente 200 cães da raça beagle que foram retirados do Instituto Royal, no Jardim Cardoso, em São Paulo, por um grupo de ativistas que protestavam contra o uso de cães em testes feitos por aquele instituto que trabalha para indústrias farmacêuticas. O Ministério Público de São Paulo após receber denúncias de maus-tratos está investigando o caso. Não é a primeira vez que ativistas protestam contra o Royal. Em agosto do ano passado, manifestantes de diversas ONGs de proteção aos animais foram a São Roque chamar atenção das autoridades para os testes a que são submetidos os cães.
Depois de pré-testados em ratos, a próxima etapa é a cobaia canina, os beagles, que recebem o princípio ativo do produto testado, pela via oral, pela veia ou por injeções intramuscular. Em seguida, o medicamento passa a ser testado em voluntários humanos. Em testes mais longos, os animais chegam a ficar mais de 90 dias servindo de cobaia. Tudo isso para verificar reações adversas, como vômito, diarreia, perda de coordenação e até convulsões.
Em casos exigidos pelos padrões internacionais, animais passam por eutanásia, para que o laboratório analise os efeitos em seus órgãos. Quando a morte não é necessária, os cães são entregues para adoção, obviamente já com problemas que serão apresentados a curto ou longo prazos.
O uso de cães em pesquisas é permitido e regulado por normas internacionais; no entanto, ativistas não aceitam porque acham que as indústrias sequestram a vida dos animais que nunca terão um comportamento normal.
Os ativistas após invadir o instituto, arrombou gaiolas e retirou o beagles que foram levados em carros para clínicas veterinárias da região. Alguns animais apresentavam tumores, outros estavam mutilados. O que mais chocou os ativistas foi um beagle sem os olhos.
A raça beagle já é usada há muitos anos em pesquisas em todo o mundo. Por ser uma raça pura, não há muitas variações genéticas. Mas após servirem de cobaias e serem adotados, como serão os descendentes desses beagles? Poderão sofrer alguma mutação genética?
Em outubro de 2010, o médico americano Ray Greek afirmou à revista Veja que "a pesquisa científica com animais é uma falácia, que atrasa o avanço do desenvolvimento dos remédios. As drogas deveriam ser testadas em computadores, depois em tecido humano e daí em seres humanos." Ray deu uma alternativa para por fim às experiências com animais.
Em relação aos ativistas que resgataram os beagles serão processados por invasão ao Instituto Royal, receptação dos animais e mais e mais que se possa fazer com pessoas que apenas querem preservar a vida.

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