A chanceler alemã, Angela Merkel, venceu ontem, domingo (22), as eleições legislativas, sem maioria absoluta, na Alemanha, mas que lhe assegurou o terceiro mandato à frente da maior economia da Europa.
Merkel e seu partido conservador CDU/CSU receberam 41,5% _ um avanço de quase 8 pontos em relação às eleições de 2009 e o resultado mais expressivo dos conservadores desde a unificação da Alemanha, em 1990 _ mas a ampla vitória não foi suficiente para garantir 304 das 606 cadeiras do Parlamento. Diante disso, a primeira-ministro fará coalizões, pois não conseguirá governar o seu país sozinha.
Nascida e formada na ex-Alemanha Oriental com doutorado em Física, a chanceler é a terceira pessoa a conquistar um terceiro mandato na história da Alemanha, depois de Adenauer e Helmut Kohl, o pai da unificação alemã.
Amante da ópera, do vinho francês e das caminhadas nas montanhas italianas, Merkel é filha de
um pastor protestante luterano, tem 55 anos, é casada pela segunda vez e não tem filhos.
Angela Dorotheia Merkel, desde 2005 governa a Alemanha e é líder do partido União Democrata Cristão desde 2000. Os amigos a chamam de "Angie" ou "multi der nation", ou seja, é anjo e mãe, respectivamente.
Por outro lado, a líder conservadora é chamada de "chanceler de ferro" pela defesa ferrada das políticas de austeridade que implantou na Zona do Euro.
Guiou o país na crise financeira sem que este tenha feito sentir com a virulência que atingiu outros países europeus, principalmente Grécia, Portugal e Espanha. Críticos desses países atribuem a ela os cortes orçamentários, que estão derrubando a economia de seus países e elevando o índice de desemprego a níveis recordes.
Se ela cumprir o mandato pelo menos até 2017, se tornará a líder européia mais longeva no poder, superando Margareth Tatcher, que foi primeira-ministra da Grã Bretanha por 11 anos. Se depender dela, certamente chegará lá, pois se diz preparada para dirigir mais um vez a Alemanha, sem se importar com a sua imagem que poderá sofrer desgaste do poder, além dos efeitos da crise econômica mundial.
Angela Merkel foi considerada a mulher mais poderosa do mundo pela Revista Forbes em 7 ocasiões.
Sobre a crise européia diz que está determinada "a ver a Europa emergir mais forte da crise, dentro e fora do país e que a Alemanha só pode ser forte com uma Europa forte."
Nenhum comentário:
Postar um comentário