A correspondente do jornal O Estado de São Paulo, em Washington, Claudia Trevisan, foi detida na Universidade de Yale, uma das mais respeitadas dos Estados Unidos, ao aguardar a saída do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, de uma conferência local.
A jornalista foi algemada e por quase cinco horas mantida incomunicável dentro de um carro policial e em uma cela do Departamento de Policia da universidade.
Sua liberação ocorreu apenas depois de sua autuação por "transgressão criminosa".
O caso foi acompanhado pelo Itamaraty, em Brasília, especialmente pela embaixada brasileira em Washington e pelo consulado em Hartford, Connecticut, que colocou à disposição da jornalista seu apoio jurídico.
Claudia Trevisan é correspondente do Estadão em Washington desde o final de agosto. Ela havia sido destacada para cobrir a visita de Barbosa a universidade de Yale, onde o ministro participaria do Seminário Constitucionalismo Global 2013.
O evento era fechado à imprensa e, por isso, a jornalista o esperou do lado de fora do auditório. Claudia foi detida após pedir informação a um policial.
Segundo o jornalista Luis Nassif em seu blog, "pelo relato de Claudia, tudo leva a crer que a maior suspeita sobre o causador do episódio recai sobre o próprio ministro Joaquim Barbosa."
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