sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O TRISTE FIM DA MISSIONÁRIA AMERICANA DOROTY

Doroty Mae Stang, conhecida como irmã Doroty, missionária americana, vivia no Brasil há  20 anos, no interior do Paraná atuando no trabalho como camponesa e na luta contra guerrilheiros de terra. Até que no dia 12 de fevereiro de 2005, foi assassinada com três tiros.
Na época,  o caso teve enorme repercussão, mas só em maio de 2007, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, conhecido como "Bida", foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado, sob acusação de ser o mandante do crime.
Os executantes Rayfran das Neves e Clodoaldo Batista foram condenados a 27 e 17 anos de prisão, respectivamente. Amair Cunha foi condenado a 27 anos de prisão como intermediário do assassinato, mas teve a pena reduzida por colaborar com o processo.
Rayfran inocentou o fazendeiro de ser o mandante pelo assassinato de Doroty, assumindo sozinho a autoria do crime e acabou absolvendo Vitalmiro.
Como o mandante Vitalmiro e um dos executores do crime, Rayfran, tiveram penas acima de 20 anos, foram submetidos a novo julgamento como prevê a legislação brasileira.
No novo julgamento, que ocorreu na última quinta-feira, 19/9. o fazendeiro Valtemiro foi condenado a 30 anos de prisão, inicialmente em regime fechado pela morte da missionária.
Irmã Doroty foi assassinada porque defendia a implantação de assentamentos para trabalhadores rurais em terras públicas que eram disputadas por fazendeiros e madeireiros de Anapu, sudoeste paranaense.

Nenhum comentário:

Postar um comentário